Eficácia dos métodos contraceptivos


Eficácia dos métodos contraceptivos é a capacidade deste método de proteger contra a gravidez não desejada e não programada. O escore mais utilizado para análise é o Índice de Pearl.

A eficácia de um método contraceptivo é expressa pela taxa de falhas próprias do método, em um período de tempo, geralmente no decorrer de um ano.

Índice de Pearl

O Índice de Pearl, é uma formula matemática desenvolvida por Raymond Pearl, em 1933, que exprime a eficácia de um anticoncepcional, e é assim calculado:

Número de falhas x 12 meses x 100 (mulheres)
Número total de meses de exposição

O Índice de Pearl revela a eficácia dos anticoncepcionais, mostrando o risco de surgir uma gravidez, em cada 100 mulheres que usam o anticoncepcional durante um ano. Se o Índice de Pearl de um método for de 1%, significa que em cada 100 mulheres, 1 ficará grávida durante a sua utilização por um período de 1 ano.

Eficácia dos métodos contraceptivos

Eficácia dos métodos contraceptivos

Uso perfeito ou correto

O termo uso perfeito ou correto mede a eficácia de cada método considerando seu uso exatamente como especificado e seguido de forma consistente. Poucos casais, se houver algum, usam métodos anticoncepcionais perfeitamente, especialmente durante longos períodos de tempo.

Uso habitual ou comum

O termo uso habitual ou comum, também chamado de uso típico ou imperfeito, implica que um método contraceptivo não é usado sempre, ou é usado com frequência, mas não com cuidado. Reflete a eficácia de cada método para o jovem médio que nem sempre usa o método corretamente ou de forma consistente

Por exemplo, o uso típico do preservativo poderia incluir, na verdade, usar camisinha apenas ocasionalmente. Ou uma mulher poderia informar que está usando a pílula porque começou a usar esse método anos atrás, embora não compre uma caixa nova há meses. Além disso, pode esquecer de tomar a pílula alguns dias, mas continuar tomando depois, o que é um uso inadequado.

Taxa de continuidade

A taxa de continuidade indica quantas mulheres de um grupo original de 100 usuárias de anticoncepcionais continuam usando o mesmo método depois de períodos determinados, os quais são geralmente de 12 meses ou múltiplos de 12 meses.

Em geral, as taxas de continuação do uso de pílulas – bem como de injetáveis e preservativos – são mais baixas do que as do DIU e dos implantes. É muito fácil uma usuária parar de usar a pílula, os injetáveis ou os preservativos por conta própria, ao contrário do DIU ou dos implantes que têm que ser removidos por médicos ou em clínicas de saúde.

Percentual de efetividade (eficácia) e continuidade de diferentes anticoncepcionais durante o primeiro ano de uso do método
Método Uso
Perfeito ou correto Habitual ou comum Continuidade (%)
Muito efetivos
Implante 0,05 0,05 78
Vasectomia 0,1 0,15 100
Sistema intrauterino de LNG 0,2 0,2 81
Esterilização feminina 0,5 0,5 100
DIU de Cobre 0,6 0,8 78
Efetivos
Lactação e Amenorréia 0,9 2,0 *
Injetáveis mensais 0,3 3 56
Pílulas combinadas 0,3 3 68
Pílulas progestagênios 0,3 3 68
Anel vaginal 0,3 3 68
Adesivo 0,3 3 68
Moderadamente efetivos
Condom masculino 2 16 53
Abstinência períodos férteis 2-5 * 51
Diafragma c/ espermicída 6 16 *
Pouco efetivos
Coito interrompido 4 27 42
Espermicida isolado 18 29 *
Fonte: Medical Eligibility Criteria for Contraceptive Use (2009)

Eficácia dos métodos contraceptivos

Referências Bibliográficas

01. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Manual de Anticoncepção. 2015.


• Marcelo Meirelles
– Médico Pediatra
– Médico Hebiatra (Especialista em Medicina do Adolescente)


Leia também:

Deixe um comentário